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Mostrando postagens de 2017

Nova casa

Ao chegar em casa me joguei no sofá. Sentia tanta dor que já não enxergava nada, por causa das lágrimas. O rosto duro e enfurecido. Por que diabos todos ficam perguntando se estou bem? Precisam mesmo que eu responda o que está obvio, estampado no meu rosto? Os punhos cerrados latejam aguardando o momento em que eu decida esmurrar o próximo ser vivo que pergunte qualquer coisa idiota. Certamente a parede é que vai sofrer mais tarde. Quando algo como isso acontece não precisamos dar explicações ou refletir sobre o assunto. Quero dizer, quando algo exatamente assim acontece. Nada que seja "como isso" chega perto do que aconteceu.  Tomei um banho e abri uma garrafa de vinho, tentei lembrar do seu rosto mas minha cabeça já estava pregando uma peça em mim. Olhei o porta-retrato. Seu olhar era tão alegre e corajoso. Como poderia aguentar as pessoas me torturando com perguntas, se eu queria era fugir de tudo e ir ao seu encontro? Não poderia é claro. O engraçado é que eu q...