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Mostrando postagens de 2009

9:35

As pessoas me falavam, e as palavras já não faziam sentido algum. Estava num mundo suspenso entre o ar, a terra, o mar e o céu. Enxergava as cores misturadas, ouvia os sons distorcidos. voltando da praia, um vento forte, e um grão de areia entrou em meu olho esquerdo e eu não podia abrí-lo pois doía muito, então fui de olhos fechados até minha casa. Ai eu descobri como é não enxergar. Vontade de ver, lágrimas, e dor durante o caminho. O telefone tocou, avisaram que a situação havia piorado, e que restava pouco tempo, pouco ar, pouca vida. Foram todos se despedir, eu não consegui. Não acreditava que aquilo estava acontecendo. Sai pra caminhar, ver o pôr-do-sol, ja estava escuro, a paisagem era deslumbrante, mas escura como nunca. Andei atônita. Como olhar perdido, que até agora permanece. Durmi na sala com minhas amigas e 9:35 da manhã eu acordo num pulo. Fui até o quarto me vestir para o trabalho, paro e começo a chorar, sentindo um aperto no peito. Já calma, termino de me aprontar....

Olhos de vidro

Mal ele chegou e ja roubara sua ateção, detida como se fosse obrigada a olhá-lo. Ele converçava com os amigos e olhava disfarçado. Ela o olhava e converçava (sobre ele) disfarçando. Ele sorriu, por algum motivo desconhecido, ela deitou-se na areia, olhou as estrelas e querendo que aqueles olhares nunca mais se desviassem. Seu jeito à encantou. Ele a fitava perdido, querendo um sinal, a procura de respostas para perguntas que não conseguiu fazer. Ela queria que entendesse, que por estar ali, ja era um sinal de aceitação, que por mais que a trama da noite fosse incomum, e estava preocupada, também estava ali por ter gostado demasiadamente da converça, da personalidade, dele totalmente. Estava intrigada, e feliz ao mesmo tempo, por ter começado a conhecer alguém diferente e assim único. Ela queria aprender mais, conhecer mais, não queria que aquilo terminasse. Era atencioso na medida certa. Passava segurança, e demostrava conhecimento de diversas maneiras, sobre diversas coisas. Era simpl...

SOMBRAS

Eu estava caminhando, durante a noite, na rua escura era como se estivesse de olhos fechados. A pouca iluminação, junto ao meu movimento, criava uma outra existência , da qual eu não podia fugir. Era minha sombra. Conforme eu andava, ela aparecia à minha frente, ficava abaixo de mim, depois atrás, e logo após, sumia. E começava de novo e de novo. À cada sombra me surgia um esclarecimento. Coisa de oposto, há quem entenda, como eu finalmente entendi. Os opostos não se atraem. Isso é só mais uma coisa que queremos acreditar. Estar em um lugar, não significa que você queira ficar nesse lugar, muito menos por muito tempo. Usar cinza nem sempre é opção. As vezes não se tem uma cor adequada a sua respiração e você tem que usá-la. Pessoas se encontram e acreditam, e expressam isso, que se conhecem a muito tempo. Podre ilusão. Ai a convivência mostra que a pessoa que você conheceu é apegada, demais. E você descobre que não acontece o mesmo com você. Mais uma sombra. Descubro que não me subme...

Talvez

Talvez eu quizesse acreditar que tudo que eu sabia era besteira, e o que eu imaginei fosse verdade. Sei que la dentro eu estava certa. E quando chegou eu tive certeza de tudo. E esse silêncio mostrou a moral da história. Talvez eu soubesse desde o primeiro momento que fomos feitos pra seguir caminhos inversos. Eu renovei minha vida como se tivesse nascido, novamente. E foi como se não tivesse o conhecido. E talvez tarde de uma noite de um dia ruim, você perceba que poderia ter minha presença naquele momento. Que eu poderia ser alicerce constante. E você simplismente.. Adeus.